Frase

"(...) Quem vai no chão de fábrica compreende melhor o que está acontecendo. Nada melhor do que conversar, escutar e olhar nos olhos de quem foi diretamente afetado (...)" Romeu Zema Neto, governador do Estado de Minas Gerais, durante o lançamento da Campanha S.O.S. Chuva 2023-2024, a respeito dos atingidos por tragédias consideradas naturais na sociedade capitalista, como chuvas em áreas urbanizadas, rompimentos de barragens de rejeitos minerários e coronavírus

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025

A pessoa idosa - Protagonismo do Século XXI (1ª Parte)

POR Terezinha Campos de Souza e Neves 

A pessoa idosa, tanto homens como mulheres em tempos de outrora, sofreu um preconceito velado por parte da família e da sociedade passadas: eram deixados em isolamento, não participavam dos movimentos familiares e sociais, de seus eventos, de seus folguedos; eram deixados de lado como alguém que nada tinha para oferecer, senão o trabalho, o incômodo para os que queriam desfrutar do convívio familiar sem atropelo. 

 

Quando uma pessoa idosa (homem ou mulher) morria, queriam saber a sua idade e, quando eram informados de seus 50 ou 60 anos, exprimiam seu parecer: mas também já estava na hora mesmo! Viver mais para quê? Para dar trabalho, para adoecer, para impedir os outros de viverem a vida? E era assim que viviam as pessoas com a idade de viverem muito mais do que viveram até ali.  

 

No passado, nos remotos tempos feudais, era de praxe que, quando uma mulher atingia 70 anos, passava a ser considerada como ônus, como fator improdutivo para a economia dos familiares. Então, providenciava-se um meio pelo qual ela fosse eliminada do seio da família, sendo deixada no abandono, exposta às intempéries, à fome, à sede e à voracidade das feras, para que ela morresse sem que a família tivesse despesas com o seu sepultamento. Mundo Cão!  

 

Homens e mulheres longevos cuidados pelos seus descendentes passaram a desfrutar de uma vida longa e cheia de prazer e alegria. Aos poucos, a sociedade contemporânea foi sofrendo transformações e as pessoas de mais idade foram vivendo e vivendo cada vez mais e encontrando a sua libertação, já que viviam enclausuradas em seu mundo de solidão. Foram se apresentando pessoas idosas com perspectiva para dias melhores. 

 

Foram surgindo também os movimentos que hoje conhecemos e que defendem a pessoa idosa, como os Conselhos: os Conselhos Municipal e Estadual da Pessoa Idosa que nasceram para autenticar e fazer valer os direitos dos idosos e das idosas. Direito à saúde, de participarem dos eventos promovidos para eles: ginástica, trabalhos manuais, passeios, hidroginástica, natação, dança, tudo para promover a pessoa idosa, como o protagonista de nossa sociedade atual.


A pessoa idosa - Protagonismo do Século XXI (2ª Parte) 

 

Um exemplo de pessoa idosa: um perfil amadurecido 

 

Participo de vários grupos de pessoas idosas de minha cidade. Participo das atividades promovidas por elas para o meu entretenimento e relacionamento com o outro em um convívio social, que se faz tão necessário para o ser vivo. Sou uma idosa de 77 anos. Gosto de cantar, declamar, cuidar de minhas plantas. Tenho um orquidário, pelo qual sou apaixonada. Estou sempre conversando com as plantas; reivindico meus direitos, sempre que se faz necessário; sou numismata (coleciono moedas). Às vezes, vem alguém e me dedica uma moeda antiga, o que me faz feliz, muito feliz.  

 

Sou escritora, poeta e participo também de vários grupos culturais dentro de minha cidade e fora dela, como a Academia Feminina de Letras de Montes Claros-MG (AFL-MOC-MG), da qual fui presidente de 02 de dezembro de 2019 a 02 de dezembro de 2021, em plena pandemia de coronavírus, e onde ocupo a cadeira de número 25 que foi de Clarice Baleeiro Guimarães Albuquerque; o Instituto Histórico e Geográfico de Montes Claros-MG; a Academia de Letras de Juiz de Fora-MG; a Associação de Jornalistas e Escritoras Brasileiras-MG; a Associação dos Poetas Aldravianistas de Mariana-MG; a Real Academia de Letras de Porto Alegre, Rio Grande do Sul desde 2011; a Academia Brasileira de Letras de Escritores Adventistas da Universidade Adventista de São Paulo (Unasp); e, além de participar, gosto de incentivar outros a participarem já que percebo o quanto me faz bem esse convívio amistoso. Afinal, estamos no século XXI e precisamos desempenhar nosso papel, buscando em cada companheiro idoso a atitude de otimismo, de esperança e de busca por dias melhores.   

 

Sou moradora do Bairro Cintra desde que me casei. Nasci em MOC-MG no dia 18 de setembro de 1945. Aprecio muito os movimentos culturais da cidade, como o Festival de Arte Contemporânea Psiu Poético, no qual exponho minhas poesias. De 04 a 12 de outubro de 2019, minhas poesias destacaram o descaso do Estado brasileiro com a vida dos idosos e das idosas. Sou parnasiana, fã de Olavo Bilac. Meus textos primam pela valorização da gramática da Língua Portuguesa.  

 

Casei-me com José Luiz Neves em 06 de fevereiro de 1969 na Catedral Metropolitana de MOC, com quem tive quatro filhos. Meu marido foi contabilista da segunda gestão do melhor prefeito da cidade até agora: Antônio Lafetá Rebello, de 1977 a 1982, quando a inflação e o alto custo de vida atormentavam todos os brasileiros. Nesse período, Toninho Rebello disputou a Prefeitura com o médico, historiador e folclorista Hermes Augusto de Paula (1909-1983). Mandou construir o Centro Cultural da cidade e batizou-o com o nome de seu adversário: Hermes Augusto de Paula, em 22 de maio de 1979. Militei no magistério por 40 anos, sendo 25 na rede pública estadual e 15 na rede pública privada. Sou hoje fiel da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Participei do Curso da Linguagem Brasileira de Sinais (Libras) da Prefeitura de Montes Claros e participo das atividades do Serviço Social do Comércio (Sesc). 

 

Tenho três livros publicados: “Onde estão os teus filhos?” (2006) e “A Viagem da Letra X” (2009), além de “Montes Claros Claros Montes Nossa Terra Nossa Gente”, em parceria com Helena Pereira Nascimento e Martins. Está por publicar “Quem foi lobo?” e “A Lua Quebrada”. Dos meus três livros publicados, dois são infantis. Gosto muito de escrever para crianças e fazer contação de história para elas. Toda segunda-feira visito a Biblioteca do Autor Montes-Clarense “Maria das Mercês Paixão Guedes”, onde leio a Bíblia. Considero estranho uma biblioteca sem Bíblia, o primeiro dos livros. Faço facilmente amizade com todos os funcionários da Drogaria Minas-Brasil e com quaisquer pessoas, com quem sou sorridente e aprazível. Tenho textos publicados nas obras literárias da AFL-MOC: “Testemunhas da História: 50 Anos da Unimontes” (2012), “Universo Feminino” (2013), “A Mulher e o Trabalho” (2013), “Caminhos de Montes Claros” (2014), “A Mulher e a Música” (2015), “Flores do Cerrado: Mulheres do Norte de Minas” (2017), “Antologia da Academia Feminina de Letras (2019) e “Escrever, Amar, Esperar” (2021).  

 

O que produz a longevidade na pessoa não é só a saúde física, mas também a saúde emocional, a saúde mental, a saúde intelectual e moral e, sobretudo, a saúde espiritual. O idoso é referência religiosa, seja qual for a denominação abraçada, pois é preciso revelar o amor de Deus às gerações futuras para que as dificuldades sejam superadas com o olhar voltado para o alvo que é Cristo Jesus; a oração, a comunhão com Deus estão comprovados cientificamente como recurso de viver saudável, pois eliminam a reclamação, a insatisfação e a ingratidão que atraem a ansiedade, a tristeza, as preocupações desnecessárias e os medos infundados. 

 

O viver saudável que buscamos não é apenas o físico. É o todo envolvendo os vários aspectos de nossa vida. E devemos buscar esse viver saudável influenciando as gerações futuras, que vivem num mundo pervertido, conturbado, ameaçado e cheio de confusão. É preciso que vivamos e preguemos através de nossas vidas o amor, esse sentimento transformador, que, operado por Deus em nós, trará uma grande diferença para a sociedade em que vivemos.  

 

Terezinha Campos de Souza e Neves nasceu em 18 de setembro de 1945 em MOC-MG. Sua formação inclui o curso de Magistério no Ensino Médio e no Nível Superior e a graduação incompleta em Letras. Militou 40 anos no Magistério. É membro da Academia Feminina de Letras de Montes Claros (AFL-MOC), do Instituto Histórico e Geográfico de Montes Claros, da Real Academia de Letras de Porto Alegre-RS. Tem quatro publicações: “Montes Claros, Claros Montes”, “Nossa Terra Nossa Gente”, “A Viagem da Letra X”, “Onde Estão Os Teus Filhos” e “Natal 2018”. Tem artigos e poesias publicados em jornais da cidade, como o “Novo Jornal de Notícias” e o jornal “O Norte de Minas”, além da revista “Mocidade”, da Casa Publicadora Brasileira de Tatuí-SP. Seus textos ainda foram veiculados em antologias do Festival de Arte Contemporânea Psiu Poético de MOC-MG, da AFL-MOC e da Real Academia de Letras. Suas coletâneas de poesias versam sobre o amor a Deus, à natureza, à educação, à família e a sonetos inspirados em Olavo Bilac, o poeta da sua infância. Adota o nome literário de Terezinha Campos. Foi presidente da AFL-MOC de 2019 a 2021. Faleceu no domingo, 02 de fevereiro de 2025.    

sábado, 21 de setembro de 2024

Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC)

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou, nesta segunda-feira (17), os valores que cada partido vai receber do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), seguindo o prazo fixado pelo calendário eleitoral. Ao todo, 29 partidos receberão R$ 4.961.519.777,00, valor estabelecido pelo Congresso Nacional para gastos com a corrida eleitoral deste ano. Os critérios da divisão também foram fixados em lei pelo parlamento (Lei nº 9.504/1997, artigo 16-D). 

Para receber os recursos, cada partido precisa definir critérios de distribuição às candidatas e aos candidatos, de acordo com a lei, respeitando, por exemplo, a cota por gênero e raça. O plano deve ser homologado pelo TSE. 

O papel do TSE é dar racionalidade e transparência aos critérios de distribuição (Lei nº 9.504/1997, artigo 16-C) definidos pelos congressistas. Ao final do pleito, os partidos deverão apresentar a prestação de contas detalhada, que será examinada e votada pelo plenário do Tribunal. 

Veja a tabela de distribuição:




segunda-feira, 13 de novembro de 2023

Bairros de MOC querem proibir trabalho de instituições filantrópicas, denuncia pastor

Acontece na tarde desta segunda-feira, 13 de novembro de 2023, desde as 16h, no Plenário da Câmara Municipal de Montes Claros-MG da Rua Urbino Viana, audiência pública sobre os direitos e a dignidade da população em situação de rua da cidade. Apenas três vereadores dos 23 participam desta audiência pública: Iara Pimentel, do Partido dos Trabalhadores (PT) e autora desta proposição, Aldair Fagundes Brito, do Partido Cidadania, e Valdecy Contador, também do Partido Cidadania.

Participam também da audiência pública representantes da Legião de Assistência Recuperadora (O Nosso LAR) do Bairro São Judas Tadeu, da Comissão Pastoral da Terra (CPT) do Norte de Minas Gerais, do Centro Regional de Referência em Direitos Humanos (CRDH), representantes do mandato coletivo do deputado federal Padre João, do Partido dos Trabalhadores (PT), Casa de Acolhimento Rosa Mística, Casa de Acolhimento Amor e Vida, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), Mesa Brasil, trabalho social de Lica do Bairro Operário-Cultural Morrinhos, Consultório na Rua, o suplente de deputado federal Délio Pinheiro, do Partido Democrático Trabalhista (PDT), Eduardo Prêto, Abrigo Sagrado Coração, Cozinhas Solidárias, dentre outras pessoas e instituições participantes.

“Temos condições de dar situação melhor às pessoas em situação de rua” do maior município do Norte de Minas Gerais, exaltou a autora da proposição da audiência pública, vereadora e professora Iara Pimentel. “Falta vontade política. O poder público se exime da responsabilidade social. Restaurante popular fechado. Existem sim recursos da Secretaria de Desenvolvimento Social”, garantiu a vereadora.

O arcebispo metropolitano de Montes Claros, dom José Carlos de Souza Campos, partilhou sua visão sobre o assunto. “Eu deveria ser o último a falar porque fui o último a chegar aqui na cidade. Cheguei em fevereiro e encontrei um belíssimo trabalho dos movimentos sociais, das pastorais sociais e das Organizações Não-Governamentais (ONGs) nesta cidade. É preciso acabar com a invisibilidade das pessoas em situação de rua. Estamos juntos nesta causa e fazemos isso por causa de Jesus”, rezou o arcebispo. 

A deputada estadual Marilene Alves de Souza (Leninha), do Partido dos Trabalhadores (PT) confirmou o breve pronunciamento do arcebispo metropolitano dom José Carlos de Souza Campos. “Esta audiência é fundamental para dar visibilidade às pessoas em situação de rua, para cuidar de nossa gente. Nós queremos que Montes Claros saia deste mapa das pessoas em situação de rua através do acesso a programas de trabalho, de moradia, de alimentação. Necessitamos do cadastro das pessoas em situação de rua, de fazer um grande mutirão pela vida, uma cidade que cuide de gente. O mais importante é cuidar das pessoas”, destacou a vice-presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). 

Representando a Secretaria de Desenvolvimento Social, Quênia Medeiros confessou que “eu sempre que estou diante deste tema, eu sou muito sensível a ele. Temos hoje o Centro POP e o Abrigo Sagrado Coração. Quem fazia o trabalho social era só as igrejas. Precisamos de mais um abrigo ou de dois ou de três abrigos. Precisamos sim avançar muito e muito mais”, sentenciou Quênia Medeiros. 

O Centro Regional de Referência de Direitos Humanos (CRDH) se localiza hoje à Rua Gentil Dias, Bairro Cândida Câmara. Quem executa o trabalho social é a Cáritas Regional de Minas Gerais e a Cáritas Arquidiocesana de Montes Claros. “Estamos aqui hoje como ouvintes do Conselho Municipal de Políticas Públicas sobre Drogas (Comad). Informação também emancipa. Hoje é um momento mais de se ouvir. A política tem que ser transversal. A vivência do povo é transversal. A gente precisa entender que sujeito é este. Hoje o município tem um diagnóstico? Há necessidade de uma política que seja construída em diversas áreas”, ponderou o CRDH. 

Coordenador arquidiocesano das pastorais sociais, o padre Jair Pereira da Silva mencionou a perseguição que o pastor Josmar Xavier tem sofrido por causa do trabalho social da Casa de Acolhimento Amor e Vida. “Fazemos este serviço porque temos compaixão. Tive fome e me destes de comer. A ausência dos legisladores e do Executivo denota a falta de ação pelos pobres. Fazer até campanha para enterrar um irmão em situação de rua. É urgente derrubar os muros doutrinais que promovem a cultura de morte tão combatida por São João Paulo II”, considerou o padre Jair.    

O Conselho Municipal de Políticas Públicas sobre Drogas (Comad) primeiro ressaltou a ausência de 20 vereadores na dita casa do povo. “Tudo o que a gente mostra, a gente consegue debater. Aquele sujeito que é incomum é estigmatizado pela sociedade” capitalista. “Temos a Cracolândia na rodoviária. Temos a Cracolândia em áreas de motéis. As pessoas em situação de rua existem e precisam de nós. Os conselhos municipais precisam acordar para o lado que eles têm que defender, que é a população. Não existem soluções fáceis para problemas complexos”, ensinou o Comad. 

“Cadê os vereadores? Se fosse tratar de assuntos de infraestrutura, todos os vereadores estariam aqui”, analisou o pastor Josmar Xavier, coordenador da Casa de Acolhimento Amor e Vida, no início de seu pronunciamento. “Jesus foi o maior assistente social que já existiu. Falar em assistência social sem citar o nome de Jesus é muito difícil. Se você não quer que uma pessoa em situação de rua passe perto da sua casa, vá morar na lua”, sugeriu o pastor ao denunciar que associações de moradores estão querendo proibir que instituições filantrópicas entreguem comida a pessoas em situação de rua ao conclamar todos os presentes a rezar a oração do Pai-Nosso durante a audiência pública. 

No dia em que o saci pererê cruzar as pernas e morcego doar sangue, eu vou parar de entregar comida a pessoas em situação de rua desta cidade. Respeite as instituições da sociedade civil que fazem este trabalho maravilhoso”, parafraseou o pastor o sambista Bezerra da Silva (1927-2005).  

O garoto Aroldo e seus diálogos poéticos

PARANGOLARES - Livro leva para cenário nacional diálogo entre poeta e artista plástico montes-clarenses

Texto: Bruno Albernaz

Imagem: Reprodução

Foi lançado no dia 10 de novembro de 2023, sexta-feira, em São Paulo-SP, o livro "Parangolares", do poeta, funcionário público concursado e agente cultural montes-clarense, João Aroldo Pereira, de 63 anos de idade. Aroldo Pereira, que é servidor público municipal, lançou a segunda obra da trilogia "Parango", onde dialoga com artistas plásticos.

Após o "Parangolivro", em que o poeta dialogou com o artista plástico Hélio Oiticica, nesta nova obra, o poeta busca um diálogo com o artista plástico de Montes Claros, Raymundo Collares, de quem Aroldo foi amigo desde a juventude. “Sempre que o Ray vinha a Montes Claros nós tínhamos um contato de vivência. Eu me acolhia com ele. Ele era padrinho da minha filha e sempre tivemos uma ligação profunda. Este livro é uma tentativa de dialogar abertamente, trazendo muitas conversas que tivemos”, explica Aroldo.

Com uma carreira literária consolidada, as obras de Aroldo Pereira têm sido objeto de estudo em diversos circuitos. A primeira obra da trilogia, o "Parangolivro", foi leitura obrigatória para acesso à Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). Outra obra sua, o "Cinema Bumerangue", é objeto de trabalho dentro do Mestrado em Letras, também da Unimontes.

O diálogo com Ray Collares será o segundo livro de uma trilogia que ainda guarda para o desfecho uma última obra, o "Parangosário", que será um diálogo com Arthur Bispo Rosário, ícone da arte contemporânea com quem Aroldo travou diálogos na infância. Voltado para o universo de Ray Collares, Aroldo traz as inquietudes deste artista plástico que levou Montes Claros para o mundo. De acordo com Aroldo, os livros da trilogia se comunicam na medida em que os personagens também tinham pensamentos semelhantes.

“Ray era amigo de Hélio Oiticica. Ele sempre viveu fora, na Itália, França, Nova Iorque e Rio de Janeiro. Este livro nasce de um poema que escrevi quando da sua morte trágica. A partir desse poema, que escrevi na época, inicio este diálogo, tentando até mesmo entender todo o processo”, argumenta Aroldo.

O lançamento do livro Parangolares, pela editora Patuá, aconteceu na livraria "Patuscada", região central de São Paulo-SP, na sexta-feira, 10 de novembro de 2023. Após o lançamento nacional, a obra deverá ter um dia de lançamento também em Montes Claros. 

quinta-feira, 19 de outubro de 2023

PSIU POÉTICO 2023 - Poemas expostos no festival podem ser apreciados até o fim do mês

Texto: Bruno Albernaz

Imagem: Reprodução

Apesar da 37ª edição do Festival de Arte Contemporânea Psiu Poético ter chegado ao fim, a exposição de poemas dos homenageados pelo evento permanece, até o próximo dia 30, na Galeria Municipal Godofredo Guedes, no Centro Cultural Hermes de Paula.

As escolas também podem agendar visitas para a exposição que, além dos poemas dos homenageados, conta com obras de autores de diversas partes do país. As escolas interessadas podem realizar o agendamento pelos telefones 38 2211 3374 ou 9 9112 7011.

E, no próximo dia 23 de outubro de 2023, segunda-feira, aniversário de 80 anos de vida do arcebispo emérito de Montes Claros, dom José Alberto Moura, da Congregação dos Sagrados Estigmas de Nosso Senhor Jesus Cristo (CSS), será realizado, no Colégio Marista São José, o Poesia Circular, evento promovido pela equipe do Festival.

O Psiu Poético de 2023 foi realizado entre os dias 04 e 12 de outubro. Neste ano, o festival trouxe a temática “Gente”. Os poetas homenageados foram Vera Lúcia Godoy Correia (Osasco-SP); Ivana Ferrante Rebello (Montes Claros-MG); Joaquim Celso Freire (Coronel Murta-MG e São Paulo-SP); Fábio José Gonçalves (Água Boa-Claro dos Poções-MG); Jorge Amâncio (Rio de Janeiro-RJ e Brasília-DF); e Francesco Napoli (Belo Horizonte-MG).

segunda-feira, 16 de outubro de 2023

CLUBE DO PSIU - Documentário sobre o Clube da Esquina marca encerramento do Psiu Poético nesta segunda

Texto: Bruno Albernaz

Imagens: Divulgação

GENTE - O encerramento da 37ª edição do Psiu Poético acontece nesta segunda-feira, 16 de outubro de 2023, com a exibição do documentário “Como se a vida fosse música”, obra de Murilo Antunes, um dos integrantes do movimento Clube da Esquina.

O evento, que seria realizado no dia 11, teve de ser adiado, mas encerrará em grande estilo o festival. A projeção do documentário será no Museu Regional do Norte de Minas da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), a partir das 19 horas.

O filme conta a trajetória de Murilo Antunes e tem a participação de parceiros como Beto Guedes, Milton Nascimento, João Bosco, Mônica Salmaso, entre outros. A obra tem a direção musical de João Antunes e Flávio Henrique.

Natural de Pedra Azul, Murilo Antunes é um dos poucos letristas do Clube da Esquina. Ao lado de Fernando Brant, Márcio Borges e Ronaldo Bastos, ele verbalizou músicas de ícones como Beto Guedes, Milton Nascimento, Lô Borges e outros, no grupo de amigos que conquistou o Brasil e o mundo na década de 1970.

Compositor de clássicos como “Besame”, “Nascente” e “Tesouro da Juventude”, esta será a quarta participação do letrista no Festival Psiu Poético.


segunda-feira, 9 de outubro de 2023

GENTE - Ex-secretária da Arquidiocese de Montes Claros lança caderno de poesias no Psiu Poético

PSIU POÉTICO 2023 - Filme que traz cangaceiro para os dias atuais abre segunda semana do festival

Texto: Bruno Albernaz

Imagem: Fábio Marçal de Oliveira e Reprodução

A 37ª edição do Festival de Arte Contemporânea Psiu Poético segue movimentando a cena artística da cidade. Nesta segunda semana de evento, diversas atrações deverão marcar o salão nacional de poesia, que em 2023 traz a temática “Gente”. Nesta segunda-feira, 09 de outubro de 2023, os trabalhos terão início com a exibição do filme "Inferno de Pedra", do diretor Huytilan Mazahua. Pela primeira vez na cidade, o cineasta, que é um dos únicos diretores indígenas do país, traz a história de um cangaceiro que se transporta do ano de 1938 para o século XXI. Mais que uma viagem no tempo, a obra traz uma discussão subjetiva sobre os conflitos internos humanos.

“Esta obra é resultado de cinco anos de luta, contando com o envolvimento de 150 pessoas. O filme traz um cangaceiro que vive uma encruzilhada humana, um personagem que anda em um beco. Esse cangaceiro foi transportado para o mundo urbano, para enfrentar as dificuldades humanas atuais”, explica Huytilan.

O cineasta, que é natural do estado de São Paulo, chega à cidade para o lançamento do seu segundo filme, sendo o primeiro como roteirista e diretor. Ele revela que está com grandes expectativas para participar do festival. “Sempre estudei Minas e não conhecia. Quando cheguei por aqui consegui me imaginar como o personagem Riobaldo, no sertão mineiro. É uma honra participar de um festival tão grande como este. Minha preocupação maior aqui é sobre o que vou poder deixar na alma das pessoas através da minha obra”, explica.

Um dos atores do filme, o ator e cantor Neggo Blues, também fala sobre a importância do Psiu Poético. “Sou da cidade de Janaúba e acompanhei a evolução deste festival. Sei da sua grandeza e relevância”, destaca. Ainda dentro da programação do Psiu Poético 2023, nesta segunda-feira, 09 de outubro de 2023, às 20 horas, também no Centro Cultural Hermes de Paula, haverá o lançamento do livro "Meu caderno de poesia, poetando a vida", de Maria Elizabeth da Sena Silva (Betinha), moradora do Bairro Cintra, ex-secretária da Arquidiocese de Montes Claros e militante de movimentos e pastorais sociais.

Para encerrar a noite, haverá os espetáculos Ciberpoemagia, de Denisar Mota e Sollar, O Novo Mundo, de Neggo Blues, e Pano pra Manga, de Tchello d’Barrros. O Psiu Poético 2023 é realizado entre os dias 04 e 12 de outubro. Os poetas homenageados são os seguintes: Vera Lúcia Godoy Correia (Osasco-SP); Ivana Ferrante Rebello (Montes Claros-MG); Joaquim Celso Freire (Coronel Murta-MG e São Paulo-SP); Fábio José Gonçalves (Água Boa-Claro dos Poções-MG); Jorge Amâncio (Rio de Janeiro-RJ e Brasília-DF); Francesco Napoli (Belo Horizonte).

O Festival de Arte Contemporânea Psiu Poético não é um concurso, nem tem como propósito premiar o primeiro lugar de cada categoria. Seu princípio básico é celebrar a poesia, promovendo o encontro de poetas e artistas de todos os lugares, abrindo espaços de ocupação artística.



sexta-feira, 6 de outubro de 2023

GENTE - Aroldo Pereira lança hoje "Parangolares"

Nesta sexta-feira, 06 de outubro de 2023, aniversário de 64 anos de João Aroldo Pereira, o 37º Festival de Arte Contemporânea Psiu Poético realizou às 9h o Programa "Poesia Circular" na Escola Estadual Professor Plínio Ribeiro (Escola Normal) - Avenida Mestra Fininha, 1225, Jardim São Luís - 38 3221 6740 e, às 14h, o programa será na Escola Estadual Helena Prates - Rua República do Uruguai, 66, Conjunto Residencial JK - 38 3215 2169. Às 16h, haverá CinePoesia com os vídeopoemas "Dois Giros e Meio no Ar, Medo e Coragem", de Fernanda Novais, e "Vídeo 9:23'", de Rui Montese. Às 20h, acontecerá os lançamentos de obras literárias da noite com "Bem-me-quer, Mal-me-quer", de Soraya Viegas, "Parangolares", Aroldo Pereira, e "A Descoberta das Américas, o Teatro de Júlio Adrião", de Alanderson Machado. A programação do 37º Psiu Poético terá ainda a performance musical "Poetizando com Reggae" com Bob Silva. 

quinta-feira, 5 de outubro de 2023

GENTE - Jornalista Karla Celene Campos lança livro no 37º Psiu Poético

Nesta quinta-feira, 05 de outubro de 2023, Dia de São Benedito, o 37º Festival de Arte Contemporânea Psiu Poético realizou às 9h o Programa "Poesia Circular" na Escola Estadual Professora Dilma Quadros - Rua Divino Espírito Santo, 290, Planalto - 38 9 9150 4528. Na parte da tarde, a partir das 15h, acontece a análise das obras indicadas para o vestibular da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) com os professores e palestrantes Marina Couto Ribeiro, Márcio Adriano Moraes, Haroldo Prates, Guilherme Rodrigues e Patrícia Soares (1ª Etapa - 15 às 16h30 e 2ª Etapa - 16h30 às 18h). Os livros indicados para o Processo Seletivo 01/2024 da Unimontes são “Grande Sertão: Veredas”, de João Guimarães Rosa, “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos e “A Hora da Estrela”, de Clarice Lispector. O estudo acontece na Sala Teatral Cândido Simões Canela do Centro Cultural Hermes Augusto de Paula - Praça Dr. Chaves, 32, Centro (Praça da Matriz)

Às 20h, haverá lançamentos de livros com "Antônio, uma Alma Embebida em Luz", da professora de Literatura, jornalista e poetisa, Karla Celene Campos, e "Paragens Poéticas", de Luiz Carlos Prates. A seguir, acontecerá a performance poética "Mesmo Assim" com Mirna Mendes, Samuel Pereira e Maluh Mendes. Depois a performance musical com Pablo Silêncio & Pedro Daniel e Psiu Poema com Rafael Carneiro na Sala Teatral Cândido Simões Canela do Centro Cultural Hermes Augusto de Paula (1909-1983) - Praça Dr. Chaves, 32, Centro (Praça da Matriz).

Toda gente nasce nua...

PSIU POÉTICO 2023 - Abertura oficial do evento é realizada na Sala Teatral Cândido Simões Canela do Centro Cultural Hermes Augusto de Paula (1909-1983)

Texto: Bruno Albernaz

Imagens: Silvana Mameluque

Foi realizada na noite de quarta-feira, 04 de outubro de 2023, Dia Municipal da Poesia, a abertura oficial da 37ª edição do Festival de Arte Contemporânea Psiu Poético. A solenidade, realizado no Centro Cultural Hermes de Paula, contou com a participação da secretária municipal de Cultura, Júnia Veloso Rebello, artistas, escritores, poetas e da comunidade de gentes em geral e utópicas.

Durante a noite, houve o lançamento de livros dos homenageados Ivana Ferrante Rebello [Pequeno dicionário das palavras (des)ditosas], Fábio Gonçalves (Sentidos), e Jorge Amâncio (Haikus em Preto e Branco). O evento foi finalizado com diversas apresentações musicais.

Na abertura do evento, a secretária de Cultura de Montes Claros destacou o papel do Psiu Poético para a cena cultural da cidade e do país. “É uma honra participar novamente deste momento. O Psiu Poético tem um DNA próprio e eu posso dizer que ele se reinventa a cada edição. A cada ano ele nasce de novo com toda a capacidade criativa das pessoas”, destaca.

O fundador do festival, João Aroldo Aroldo Pereira, que celebrará 64 anos de vida em 06 de outubro de 2023, também enfatiza a importância do movimento cultural para a região. “Estamos em mais um ano com toda energia, recebendo grandes parceiros em nome da poesia. Essa cumplicidade é o que faz com que o Psiu Poético persista por tantos anos”, enaltece.

O Psiu Poético 2023, que traz nesta edição o tema “Gente”, será realizado entre os dias 04 e 12 de outubro. Os poetas homenageados são os seguintes: Vera Lúcia Godoy Correia (Osasco-SP); Ivana Ferrante Rebello (Montes Claros-MG); Joaquim Celso Freire (Coronel Murta-MG e São Paulo-SP); Fábio José Gonçalves (Água Boa-Claro dos Poções-MG); Jorge Amâncio (Rio de Janeiro-RJ e Brasília-DF); Francesco Napoli (Belo Horizonte-MG).

Dando continuidade à programação, nesta quinta-feira, 05 de outubro de 2023, Dia de São Benedito, às 9 horas, foi realizado o Programa "Poesia Circular" nas escolas públicas estaduais Professora Dilma de Quadros e Salvador Filpi. Às 15 horas, no Centro Cultural Hermes de Paula, haverá a análise das obras indicadas para o vestibular da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes).

Às 20 horas, também no Centro Cultural, haverá o lançamento dos livros "Antônio - Uma alma embebida em luz", da professora de Literatura e poetisa, Karla Celene Campos, e "Paragens Poéticas", de Luiz Carlos Prates. Logo após, haverá as performances poéticas "Mesmo Assim", com Mirna Mendes, Samuel Pereira e Maluh Mendes, e "Escombros no Tempo", de Sady Bianchi. A noite será encerrada com as apresentações "Lápis Lapso", do professor Antônio Wagner Veloso Rocha, e "Eu sou Psiu", de Marcelo de Palma.

O Festival de Arte Contemporânea Psiu Poético não é um concurso, nem tem como propósito premiar o primeiro lugar de cada categoria. Seu princípio básico é celebrar a poesia, promovendo o encontro de poetas e artistas de todos os lugares, abrindo espaços de ocupação artística, discutindo e apresentando a produção contemporânea a um amplo público formado por estudantes, educadores, leitores, atores, performances, escritores e demais interessados. Toda a entrada do evento é pública e gratuita.





Felicidade

Felicidade
Ao centro, Gilmar Gusmão participa do Salão Nacional de Poesia Psiu Poético de 04 a 12 de outubro de 2017 no Centro Cultural Hermes de Paula em MOC-MG

Resistência

Resistência
Gilmar Gusmão declama poesia em escola estadual durante Salão Nacional de Poesia Psiu Poético

Seriedade

Seriedade
Antônio Gilmar Maia Gusmão ministra palestra sobre medicina natural na Pastoral do Menor

Característica

Característica
Gesto típico de Antônio Gilmar Maia Gusmão

Preocupação Social

Preocupação Social
Antônio Gilmar Maia Gusmão visita Pastoral do Menor (Rua Januária, 387/Fundos, Centro de MOC-MG)